Nome científico e família: Dracaena angolensis 'Twister', antiga Sansevieria cylindrica (Família Asparagaceae / Asparagáceas)
Nomes populares: Lança-de-São-Jorge (em inglês, African spear ou cylindrical snake plant)
Nível de dificuldade: Fácil
Luz ideal: Luz natural indireta brilhante. Tolera meia-sombra e sol suave, mas deve ser protegida do sol forte do meio-dia.
Frequência de rega: Apenas quando a terra estiver completamente seca. Como referência, a cada 14 a 20 dias na Primavera e no Verão e uma vez por mês ou menos no Outono e no Inverno.
Segurança para animais: Tóxica para cães e gatos se ingerida.
Sobre a Dracaena angolensis
A Dracaena angolensis (muito conhecida como Sansevieria cylindrica ou Lança-de-São-Jorge) pertence à família das Asparagáceas e é uma escultura viva para interiores contemporâneos. Ao contrário das plantas tradicionais de folhas planas, distingue-se pelas suas folhas cilíndricas e rígidas, em tons de verde-acinzentado com faixas transversais mais escuras, que apontam para o céu com uma elegância minimalista inconfundível. É uma planta indicada para amantes de design moderno que têm pouco tempo livre ou pouca experiência com jardinagem. Muito fácil de cuidar, armazena água no interior das suas folhas espessas e exige o mínimo de intervenção para se manter em bom estado.
10 conselhos essenciais sobre a Dracaena angolensis
- Espere sempre que a terra esteja completamente seca antes de voltar a regar. As folhas cilíndricas funcionam como pequenos reservatórios de água que alimentam a planta durante semanas.
- Retire o vaso de cultivo de dentro do vaso de cerâmica em todas as regas. Deixar escorrer o excesso de água no lava-loiça impede que as raízes fiquem mergulhadas em água e apodreçam.
- Coloque-a num local com boa luz indireta para manter as folhas fortes e direitas. Embora tolere cantos com menos luz, a claridade abundante mantém o seu formato escultural e a cor das folhas.
- No Inverno, regue apenas uma vez por mês ou menos, e sempre com a terra completamente seca. Com o frio e os dias mais curtos, a planta abranda o crescimento e consome muito menos água.
- Regue diretamente o substrato, evitando molhar as folhas e a base de onde emergem. Isto evita que a água fique retida junto à terra, onde pode favorecer o apodrecimento.
- Não é necessário borrifar a sua Lança-de-São-Jorge em nenhuma altura do ano. Originária de zonas quentes e secas de África, tolera muito bem o ar seco das nossas casas.
- Limpe o pó das folhas com um pano seco uma vez por mês. O pó reduz a luz que chega à planta, e uma passagem rápida ajuda-a a aproveitá-la melhor.
- Proteja as pontas das folhas contra toques acidentais. Se a ponta aguçada de uma folha partir, essa folha mantém-se saudável mas, em regra, deixa de crescer em altura.
- Não tenha pressa em mudar a planta de vaso. Prefere ficar ligeiramente apertada, por isso só a mude quando as raízes preencherem o vaso de cultivo.
- Mantenha o vaso fora do alcance de cães, gatos e crianças. A planta é tóxica se for ingerida e, se for mastigada, pode causar vómitos e diarreia.
Como devo cuidar da minha Dracaena angolensis?
Onde devo colocar a minha Dracaena angolensis?
Deve colocar a sua Dracaena angolensis num espaço com luz natural indireta brilhante, embora também se adapte a locais de meia-sombra ou com algumas horas de sol direto suave de manhã. Pelo seu perfil vertical, é uma boa escolha para aparadores, secretárias de escritório ou estantes, desde que o local receba claridade natural. Quanto mais luz indireta receber ao longo do dia, mais firmes tendem a crescer os seus novos rebentos. Proteja-a do sol forte do meio-dia, que pode amarelecer as margens das folhas, sobretudo através do vidro.
Erro comum a evitar: Colocar a planta numa divisão sem janelas ou num canto demasiado escuro durante meses. A falta de luz abranda o crescimento e os novos rebentos tendem a crescer mais finos e fracos; garanta sempre luz natural diária.
Como devo regar a minha Dracaena angolensis?
Deve regar a sua Dracaena angolensis apenas quando toda a terra do vaso estiver completamente seca, o que pode ser confirmado inserindo um dedo fundo no substrato ou sentindo o vaso muito leve. Na hora de regar, retire o vaso plástico de cultivo de dentro do vaso de cerâmica decorativo, leve-o ao lava-loiça e regue a terra lentamente até a água começar a sair pelos furos inferiores. Deixe escorrer toda a água em excesso durante 15 minutos antes de voltar a colocar no vaso de cerâmica. Como referência, na Primavera e no Verão isto acontece a cada 14 a 20 dias e, no Outono e no Inverno, uma vez por mês ou menos. O intervalo depende da luz, da temperatura e do vaso, por isso confirme sempre pela terra e não pelo calendário.
Erro comum a evitar: Regar um pouco todas as semanas por achar que a terra superficial já secou. A camada de cima seca depressa, mas o fundo do vaso continua húmido durante muito mais tempo; o excesso de água apodrece a base das folhas sem dar sinais imediatos.
Quando devo fertilizar a minha Dracaena angolensis?
Deve fertilizar a sua Dracaena angolensis apenas duas a três vezes por ano, durante a Primavera e o Verão, utilizando um fertilizante líquido para cactos e suculentas, diluído a metade da dose indicada pelo fabricante, na água da rega. Uma aplicação a cada dois meses nos períodos quentes é suficiente para apoiar o crescimento. No Outono e no Inverno, não aplique qualquer tipo de fertilizante.
Erro comum a evitar: Fertilizar com demasiada frequência ou usar adubos muito concentrados, pensando que vai acelerar o crescimento desta planta naturalmente lenta. O excesso de fertilizante queima as raízes e faz as folhas tombar; respeite o ritmo tranquilo da planta e use sempre metade da dose recomendada.
Qual a temperatura e humidade adequadas para a minha Dracaena angolensis?
A temperatura ideal para a Dracaena angolensis situa-se entre os 16 °C e os 27 °C, adaptando-se bem ao ar seco característico do interior das habitações. Originária de África austral, gosta de calor e não requer humidade extra no ar, mas sofre danos se a temperatura descer abaixo dos 10 °C.
Erro comum a evitar: Deixar a planta exposta a correntes de ar gelado no Inverno ou numa marquise fria e não isolada. O frio intenso danifica os tecidos cheios de água das folhas e pode deixá-las moles; mantenha-a sempre no conforto térmico do interior de casa.
Quando e como devo trocar de vaso?
Deve trocar a sua Dracaena angolensis de vaso apenas quando for necessário, normalmente a cada 2 a 4 anos e de preferência na Primavera, quando os rebentos já não têm espaço para crescer ou o vaso plástico está deformado pela força das raízes. Escolha um vaso de cultivo com furos que tenha apenas 2 a 3 centímetros a mais de diâmetro.
Erro comum a evitar: Mudar a planta para um vaso muito grande e fundo logo após a compra. Esta espécie tolera bem ficar apertada; num vaso grande demais, a terra fica húmida durante muito tempo e aumenta o risco de apodrecimento.
Que tipo de terra devo escolher para a minha Dracaena angolensis?
Deve escolher um substrato específico para cactos e suculentas, pronto a usar, que encontra facilmente em lojas da especialidade. Esta mistura é leve, arenosa e permite que a água da rega escoe rapidamente sem formar lama à volta das raízes.
Erro comum a evitar: Usar terra universal compacta, que retém muita humidade no fundo do vaso. Se tiver apenas terra universal, misture-lhe perlite ou areia grossa na próxima mudança de vaso para garantir uma drenagem rápida; se a terra se mantiver húmida durante muitos dias após a rega, o substrato é demasiado pesado.
A minha Dracaena angolensis é tóxica para animais?
Sim. A Dracaena angolensis, tal como outras Sansevierias, é considerada tóxica para cães e gatos se ingerida e, se for mastigada, pode causar vómitos e diarreia. Mantenha-a fora do alcance de animais de estimação e de crianças e, em caso de ingestão, contacte o seu veterinário.
Problemas frequentes na Dracaena angolensis (Sinais de Alerta)
Porque é que a minha Dracaena angolensis tem a base das folhas mole e escura?
A base das folhas mole, amarelada, inchada ou escura é o sintoma direto de excesso de água. Quando o substrato não seca totalmente entre regas, a base cilíndrica começa a apodrecer junto à terra, e o frio também pode amolecer os tecidos. Para salvar o resto da planta, retire a folha afetada (sai com facilidade se estiver podre) ou corte-a rente à terra com uma faca limpa, retire o vaso de cultivo do vaso de cerâmica para deixar o ar circular e suspenda a rega durante várias semanas, até a terra ficar completamente seca. Se várias folhas estiverem afetadas, retire a planta do vaso e verifique as raízes: corte as que estiverem castanhas ou moles e replante em substrato novo e seco.
Porque é que as folhas da minha Dracaena angolensis têm sulcos profundos e estão enrugadas?
Sulcos verticais profundos e uma textura enrugada nas folhas significam, normalmente, sede: a planta já consumiu parte da água guardada no seu interior. Ao contrário do excesso de água, as folhas continuam duras, mas parecem encolhidas. Se a terra estiver completamente seca, faça uma rega abundante no lava-loiça até molhar todo o torrão, deixe escorrer o excesso antes de colocar no vaso de cerâmica e, nas semanas seguintes, as folhas tenderão a inchar gradualmente. Se a terra estiver húmida e as folhas continuarem enrugadas, o problema pode estar nas raízes: não regue e verifique-as.
Porque é que a minha Dracaena angolensis tem as pontas secas e castanhas?
As pontas secas e castanhas são comuns e, em regra, apenas estéticas. Resultam geralmente de pequenos toques ou batidas, de regas muito irregulares ou de sol demasiado forte através do vidro. Afaste o vaso de fontes diretas de calor, proteja a planta do sol intenso e evite tocar nas pontas. A ponta danificada não volta a crescer, e a folha tende a deixar de crescer em altura mesmo que a ponta seja aparada, por isso só corte uma folha afetada se pretender fazer espaço para novos rebentos.
Porque é que os novos rebentos da minha Dracaena angolensis nascem finos e tombam?
Quando os novos rebentos crescem muito finos e sem força para ficar em pé, a causa mais provável é a falta de luz natural. Mas o excesso de fertilizante e o excesso de rega também podem fazer as folhas tombar, por isso verifique também esses dois pontos. Mude o vaso para um local mais próximo de uma janela com luz indireta abundante, não ultrapasse a dose de fertilizante e regue apenas com a terra completamente seca; os próximos rebentos tenderão a nascer mais firmes.